A discriminação de gênero está diminuindo em relação aos profissionais de educação infantil do sexo masculino

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Apenas 4% dos professores de creches no Brasil são homens, um número que apesar de baixo cresceu nos últimos 7 anos. Existem alguns motivos para que isso aconteça, um deles é o preconceito.

O professor Anderson Nunes Louro, é muito conhecido e popular no bairro onde trabalha com as crianças. Ele é um dos raros exemplos de professores homens na educação infantil. “Na verdade o primeiro impacto é com os país se assustando, mas depois de algumas interversões, conversas, olhando nosso profissionalismo, isso acaba”, diz Anderson.

Na sala ao lado o professor José Tiago França, é o querido das crianças, ele já está acostumado a ter mais colegas mulheres. “Na faculdade eram 120 alunas para cada 2 homens”, explica Tiago.

Enquanto alguns deles são bem-aceitos, outros esbarram na resistência dos pais em ter um docente do sexo masculino dando aulas para seus filhos. “A impressão é que todos os rapazes que vão trabalhar com educação infantil têm algum problema psicológico, alguma perversão, sendo que isso é uma distorção da realidade da sociedade, isso não é verdade”, diz a professora de educação da USP, Maria Letícia Nascimento.

Essa resistência é um indício de que parte da sociedade ainda atribui à mulher os cuidados com as crianças. Tanto em casa quanto na escola, mães e pais costumam reproduzir mesmo que de forma inconsciente esse estigma, mas algumas escolas já defendem a contratação de bons profissionais, independente do gênero.

A rede municipal de educação de São Paulo ainda sofre com a disparidade. De um total de 26 mil professores na educação infantil, somente 350 são homens e há um outro motivo que agrava esse quadro: “Evidentemente os rapazes ficam pouco estimulados a trabalhar com a educação infantil, porque o salário é efetivamente muito baixo”, explica Maria Letícia.

De forma discreta o cenário está mudando no Brasil. Segundo o censo escolar do ano passado 3,7% dos professores que atuavam com alunos de faixa etária de 0 a 5 anos são homens. Em 2009 eles representavam 2,8%. “Você tem um bom professor, que faz um bom trabalho e tem um boa relação com as crianças e deixa isso transparecer para os pais, isso é uma garantia de que não haja nenhum problema por ser um homem ou uma mulher trabalhar com as crianças pequenas”, afirma Maria Letícia.