Ilhas do Oceano Pacífico são paraísos inesquecíveis

As ilhas são destinos imperdíveis para descansar longe dos grandes centros urbanos e de uma movimentação exagerada. Esses lugares estão na lista de desejos de muitas pessoas, mas que não estão tão acessíveis, principalmente as ilhas do Oceano Pacífico, muito distantes do Brasil. Ainda assim vale a pena fazer um planejamento e conhecer a região na primeira oportunidade que surgir.

Na Polinésia Francesa, território ultramarino da França, existem cinco ilhas na região, não é de se duvidar que o visitante vai se deparar com um paraíso de cenários deslumbrantes. A primeira ilha da região é a famosa Taiti, prosseguindo com as visitas é possível chegar em Bora Bora, o mar do local é praticamente uma piscina natural em meio a montanhas e bangalôs que estão sobre a água. A ilha de Moorea desperdiça beleza sem culpa, um lugar deslumbrante e visitado por casais em lua de mel. Quem gosta de arte não pode deixar de conhecer Hiva Oa, ilha onde o pintor Paul Gauguin morou até os últimos anos de sua vida.

Em Fiji a variedade de ilhas proporciona muita diversidade natural, são mais de 300. O começo do passeio começa em Viti Levi, lá existem resorts que estão de frente para as lindas praias com a garantia de conforto e luxo para as viagens. As ilhas Mamanucas têm partes de areia que parecem isoladas, na ilha Monuriki o filme “Naúfrago” protagonizado por Tom Hanks foi gravado. O surfe tem espaço nesse paraíso pelas boas ondas. Para admirar cachoeiras, a ilha de Vanua Levu é parada obrigatória, suas praias desertas e ótimo ambiente não é cheio de visitantes.

Em Vanuatu, as ilhas têm uma origem vulcânica, as cachoeiras escondidas ficam no meio da selva e das praias desertas. Aproveitar um dia de relaxamento seria ideal para se desconectar de tudo nesse lindo destino. A capital dessa ilha se chama Port Vila e proporciona bons hotéis e restaurantes para os visitantes. As cachoeiras Mele são uma atração que vale a pena a visita por causa de suas piscinas exuberantes e naturais para um dia refrescante. O vulcão ativo que está em Tanna, atrai turistas que se aproximam da cratera no monte Yasur.

 

Cidades baratas com a metade do custo de vida em São Paulo são opções para morar

Quem quer se mudar e procura por economia, busca uma cidade que além dos bons custos ofereçam também qualidade de vida. Diversos fatores que estão relacionados aos preços em uma cidade motivam uma mudança. No Brasil, uma cidade que proporcione uma boa qualidade de vida segue alguns aspectos que podem atrair novos moradores, principalmente aqueles que estão procurando um ar mais puro e mais tranquilidade.

Para quem vive em São Paulo, uma das cidades mais caras do mundo, as demais cidades do Brasil já são atraentes no custo de vida. Porto Seguro, na Bahia, é uma das que apresentam um custo 59,2% menor que a capital paulista.

Em Maceió, Alagoas, os motivos para se mudar vão além do custo de vida. A cidade é banhada por um mar digno de águas caribenhas. Para morar, o custo é 58,4% menor que São Paulo.

Uma cidade com um legado histórico, Olinda em Pernambuco, também tem um valor menor em relação a São Paulo, sendo 53,6% mais acessível financeiramente. Para alugar um pequeno imóvel, o valor é de R$ 403,00, enquanto em São Paulo, os preços começam a partir de R$ 836.

Para quem gosta de cultura e história, precisa levar em consideração a cidade de Ouro Preto, em Minas Gerais. O lugar possui a maior concentração barroca do país, isso a tornou Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco. O custo de vida dessa cidade é 48,8% menor que em São Paulo.

Apesar de ser turística, Foz do Iguaçu, no Paraná, não espanta ninguém que pretende economizar. A cidade é um dos lugares mais conhecidos e desejados para uma visita, entre Argentina e Paraguai, as Cataratas tornam o lugar com uma beleza fora do comum. Os gastos de um morador nessa cidade são 44,8% menores que na capital paulista.

Escolher uma cidade para morar nem sempre é uma tarefa rápida, é necessário verificar quais os pontos além do custo de vida que fariam a pessoa permanecer por mais tempo no mesmo lugar, e assim a decisão trará maior satisfação de acordo com as preferências pessoais de cada morador.

O que a poluição plástica dos oceanos está fazendo com os corais

 

Nos oceanos e mares o consumo de lixo formado por plásticos, está se tornando cada vez mais uma ameaça real para a vida marinha. Os materiais plásticos nos oceanos se partem em pedaços bem pequenos, formando os microplásticos. Esses materiais acabam confundindo os animais marinhos, que pensam que são alimentos e os ingerem causando diversos problemas nesses animais, como desnutrição, ferimentos internos, asfixia e pode inclusive causar à morte deles.

No caso dos  corais,  cientistas da Duke University perceberam que que eles podem estar ingerindo esses microplásticos, por estarem gostando do gosto deles. Esses plásticos podem soltar em seus corpos e também no ambiente em volta diversos compostos químicos, sendo que os corais podem ter desenvolvido um gosto favorável por alguns desses elementos, mas os pesquisadores ainda não descobriram quais as substâncias preferidas pelos corais.

Os resultados biológicos dessa ingestão de microplásticos para os corais ainda são um mistério, sendo que alguns como os ftalatos, que são estrogênios e androgênios ambientais, são conhecidos como hormônios que interferem na definição sexual. Essa pesquisa foi divulgada no Marine Pollution Bulletin.

Os cientistas utilizaram em seus estudos, corais do litoral da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, e usaram um tanque para os testes com os corais. No momento da alimentação deles, os pesquisadores colocavam microplásticos e areias do mesmo tamanho próximos dos pólipos, que são de formatos cilíndricos e que constituem o corpo do coral, sendo que na parte extrema superior fica localizada a boca.

O pesquisador Austin S. Allen, disse que na primeira vez eles colocaram oito diferentes tipos de plásticos e areia. Os corais quando identificavam a areia, os pólipos fechavam a boca. Mas quando foram os plásticos eles comeram todos eles e ignoraram a maior parte dos grãos de areia. Com isso os pesquisadores acreditam que os plásticos possuem elementos que são saborosos para os corais.

Os corais buscam os alimentos utilizando sensores químicos, que fazem o papel da língua, já que eles não possuem olhos. Na verdade, os corais precisam comer determinada coisa para saber se é comida. No caso dos plásticos, os corais ingeriram 80% deles e no caso dos grãos de areia, eles comeram somente uma areia em cada dez, das vezes que lhe foi oferecido. Isso fez os pesquisadores chegarem à conclusão de que os corais são capazes de saber diferenciar os alimentos.

 

Algumas espécies de anfíbios que não pertencem ao bioma brasileiro foram identificadas em nosso território

consideradas um desafio por aquelas pessoas que defendem a preservação da natureza. Alguns animais como os javalis vindos da Europa e levados para fazendas uruguaias, escaparam e vieram para o Brasil na década de 90, espalhando-se pelas regiões Sul e Sudeste.

Entre essas espécies que são consideradas invasoras, existem algumas de anfíbios. Alguns pesquisadores de universidades de São Paulo, divulgaram um estudo sobre as espécies de anfíbios invasores em nosso país. Foram encontradas seis espécies, entre elas rãs, pererecas e sapos, distribuídos pela maior parte do Brasil.

Algumas dessas espécies foram encontradas recentemente em nosso país, como por exemplo a perereca-assobiadora, que foi trazida sem querer para a capital paulista há menos de dez anos. Outro exemplo é o sapo-cururu, que foi encontrado pela primeira vez há mais de 130 anos, no arquipélago de Fernando de Noronha.

A ideia de um estudo sobre os anfíbios invasores começou quando no verão de 2013, Lucas Forti, do Instituto de Biologia da Unicamp e um dos autores do estudo, viu em um condomínio da cidade do Guarujá, em São Paulo, uma invasão de anfíbios da espécie pererecas-das-bromélias, que são originárias de regiões de Mata Atlântica que vão desde o norte do Rio de Janeiro até o estado da Paraíba.

Lucas Forti acredita que essa espécie deve ter sido levada para o Guarujá por acaso, juntamente com plantas ornamentais, já que essa espécie como o próprio nome diz, gosta de viver entre as águas que ficam acumuladas no meio das folhas das bromélias.

De acordo com o pesquisador, essas invasões podem ameaçar a sobrevivência de outras pererecas da região, que vivem em locais parecidos na cidade de Santos, como por exemplo o gênero Ischnocnema.

Isso acontece porque o ruído que faz uma espécie invasora, pode atrapalhar a interlocução das espécies nativas, principalmente em relação a reprodução delas.

Forti explicou que a comunicação acústica fica comprometida, podendo dificultar a capacidade das fêmeas de encontrarem os machos dentro do meio reprodutivo.

Célio Haddad, também um dos autores do estudo e professor do Instituto de Biociências da Unesp em Rio Claro, foi chamado pelos moradores do bairro do Brooklin, na zona sul de São Paulo, para descobrir sobre ruídos muito altos de noite. O professor descobriu que era outra bioinvasão, já que era o canto de diversas  pererecas-assobiadoras.

 

Uma lixeira flutuante foi inventada por dois surfistas para tentar amenizar os lixos plásticos descartados nos mares

Dois surfistas australianos inventaram uma lixeira flutuante, com o objetivo de captar os resíduos plásticos encontrados nos oceanos e mares, que vem aumentando a cada ano.

A invenção foi chamada de “Seabin”, e consegue captar plásticos de diferentes dimensões e até pequenas porções de combustíveis, já que ele possui um pequeno saco removível, para ser trocado quando ele chega no seu limite.

De acordo com os seus inventores, essa lixeira utiliza um mecanismo que capta energia solar para o seu funcionamento. Ela poderá ser utilizada em embarcadouros e portos, onde as correntes do mar e de vento, fazem com que os resíduos que estão no mar se acumulem. Essa invenção deve começar a ser vendida esse ano.

Essa espécie de lixeira pode recolher cerca de 1,5 kg de detritos do mar diariamente, o que corresponde a cerca de 83 mil sacolas plásticas retiradas em um ano. Estudos revelam que anualmente cerca de cinco milhões de toneladas de  detritos plásticos,  são descartados nas águas marítimas.

Um dos fundadores do projeto conhecido como Seabin, Peter Ceiglinski, acredita que se essas lixeiras fossem colocadas nas águas dos mares, isso pode ocasionar uma diminuição considerável de todo esse lixo descartado de forma indevida nos mares.

A lixeira pode captar detritos de plásticos pequenos e grandes, além de óleo. Apesar de elas não serem tão grandes, sendo colocadas milhares delas espalhadas pelos mares e oceanos, a quantidade de lixo que iria ser retirada acabaria se tornando significativa, acrescentou Peter Ceiglinski.

Um estudo revelou que cerca de cinco trilhões de materiais plásticos, estão espalhados e flutuando pelos mares e oceanos, pesando em torno de 270 toneladas, causando prejuízos aos seres que vivem nesses oceanos e prejudicando também a cadeia alimentar, segundo os dados desse estudo que foram divulgados em um jornal acadêmico, chamado PLOS One.

De acordo com os estudos feitos por pesquisadores da França, Chile, Estados Unidos, Austrália e Nova Zelândia, a grande parte dos lixos plásticos que estão flutuando nos mares, são formados por microplásticos com menos de cinco milímetros.

Este estudo que calculou essa quantidade, contou com 24 expedições feitas em um período de seis anos e foram finalizadas no ano passado.