Zona do euro fecha com alta de 0,6% no segundo trimestre

Os reflexos de uma boa economia aparecem claramente na zona do euro e nos volumes negociados nas bolsas da Europa. Ao todo, a zona do euro teve um crescimento notável de 0,6% no segundo trimestre de 2017. Esse crescimento é em comparação com o primeiro trimestre deste ano.

Os dados foram revelados por um escritório responsável por dados estáticos da União Europeia – UE, que acabaram confirmando o que os economistas já haviam previsto. De acordo com o escritório Eurostat, essa onda de crescimento na zona do euro, que são de 19 países, já vem de uma alta no início do ano, com o fechamento do primeiro trimestre em alta de 0,5%.

Segundo o escritório responsável, foram realizadas várias revisões nas projeções de estatísticas dos mercados europeus ao longo de todo o período. As expectativas foram superadas e não era esperado uma valorização tão grande do euro em relação as moedas rivais em tão pouco tempo.

O Eurostat também apontou que o Produto Interno Bruto – PIB – da UE teve um crescimento visível de 2,3% no fechamento do segundo trimestre. Esse crescimento no PIB da UE já vem desde o fechamento do primeiro trimestre deste ano, quando fechou em 2%. Os economistas mais otimistas tinham projetado para 2017 um crescimento do PIB de 1,9%, o que ainda está na média. Mas já é visto como superior as expectativas dos investidores na zona do euro.

Isso já é bem-visto pelo Banco Central Europeu – BCE – que implantará uma política monetária de redução, mas fica apreensivo, pois a inflação está baixa na zona do euro e a moeda está mais forte do que nunca, fatores que não são bons para esta implicação monetária. As projeções finais para os próximos dois anos são de 1,8% e 1,7% segundo os economistas da Eurostat.

As taxas de juros na zona do euro também foram mantidas em 0%, sendo que a taxa de juros voltada para os empréstimos se manteve em 0,25% pelo BCE. Isso tende a atrair cada vez mais investidores para a Europa de um modo geral. Para o Reino Unido isso é bom, pois assim que se desligou da EU o país vem desacelerando, mas se beneficiará de uma Europa mais forte.