União Europeia acredita em recomeço após Brexit

Ao contrário de Jean-Claude Juncker, membro da Comissão Europeia (CE), Donald Tusk, que atualmente preside o Conselho Europeu, vê com bons olhos a ruptura realizada pelo Reino Unido. Ainda em 2016 houve o plebiscito que decidiu por tal separação. A formalização do processo se dá por meio de uma carta mundialmente conhecida por Brexit, que foi entregue no mês de março de 2017. Tusk alegou que, embora se trate de um momento triste para o bloco, o acontecimento fortalece a união dos países remanescentes.

Quando o houve o anúncio de que o Reino Unido não desejava fazer mais parte da União Europeia (UE), ocorreu grande comoção por parte dos gestores do bloco, no sentido de não se causar alvoroço popular. A tomada de decisão fez com que muitos dissessem tratar-se de um momento propício para que os componentes restantes aprimorem seus objetivos. Aconteceu também uma espécie de tratado onde os 27 países firmaram compromissos como o de uma imigração realizada de modo humanizado, por exemplo.

Alguns projetos em pauta na UE não eram levados adiante por conta da exigência de unanimidade de aprovação dos países membros. Na última reunião houve a queda dessa regra que pode contribuir para a solução de questões que demandam urgência. Para Shada Islam, líder do Friends of Europe, um grupo que promove reflexão acerca da saída do Reino Unido, os europeus abandonaram o discurso pessimista que era comumente presente logo após a declaração de separação do bloco.

Segundo Islam, apesar da falta que o Reino Unido irá fazer, a população europeia tem acreditado que a UE recuperará o fôlego. Já Tusk explicou que os países que restaram agirão como se fossem um mesmo território diante dos trâmites do Brexit. Ele também acredita que os britânicos constituirão grandes parceiros comerciais. Estima-se que a separação se dará através de um processo que durará aproximadamente 2 anos.

Diante dos milhares de europeus que residem no Reino Unido e também dos britânicos presentes em algum país da UE, Tusk procurou tranquilizar todos os envolvidos, apesar de nenhum dos dois lados expressar claramente como será a política referente à questão humanitária dos próprios habitantes em solo estrangeiro e também dos imigrantes como os brasileiros que escolheram morar em algum desses locais. Assuntos como educação, trabalho, aposentadoria e saúde prometem aquecer as negociações do bloco até a conclusão do processo.

Os países que restarão na UE apresentarão um plano por intermédio de Tusk. Originário da França, Michel Barnier atuará como mediador da separação. As duas partes envolvidas ainda não esboçaram quais são os rumos que tomarão em relação aos problemas de caráter social. Theresa May, primeira-ministra do Reino Unido, pretende aproveitar o momento de realização dos trâmites para estabelecer de que modo ocorrerão as relações diplomáticas dos envolvidos.

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