Um estudo afirma que um terço das espécies de animais do planeta desaparecerão

Resultado de imagem para espécies em extinçãoParece roteiro de filme de ficção científica, mas infelizmente é a realidade, Um terço de todas as formas de vida do planeta pode desaparecer

Cientistas alertam para o fato a décadas, mas agora a situação ficou mais crítica. Um estudo divulgado pela revista da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos (NAS) no começo do mês de julho de 2017, aponta que estamos passando por uma aniquilação em massa das espécies, e que essa já pode ser considerada a 6º onda de extinção do planeta.

A vida aqui na Terra tem cerca de 4 bilhões de anos e já tivemos cinco episódios de extinção em massa de várias espécies. O mais famoso e último, aconteceu há 66 milhões de anos, quando a queda de um meteoro ou cometa fez desaparecer os dinossauros e 80% das espécies terrestres, assim se especula. Já nesta 6º onda, há uma grande diferença fundamental, a causa. Desta vez nós somos os responsáveis.

Nas últimas décadas a destruição de habita-te natural, a grande exploração de recursos naturais, os organismos invasivos, a poluição, o uso de toxinas e mais recentemente as mudanças climáticas, bem como a interações sobre esses fatores, levaram a um declínio catastrófico nos números e no tamanho das populações de espécies de vertebrados, tanto comuns quanto raros, afirmam os pesquisadores.

Desde o ano 1500, 322 espécies de animais foram extintas, mas agora o processo está em plena aceleração. Os pesquisadores descobriram que a população de quase um terço das 26600 espécies de mamíferos, aves, anfíbios e répteis estudados, estão encolhendo em números absolutos e alcance territorial.

Os autores mostraram que a queda populacional não acontece apenas entre os animais com risco de extinção, mas também entre espécies que nunca ganharam atenção ao serem analisadas. Hoje por exemplo, existe cerca de 400 mil elefantes no continente africano, no século passado eram mais de 1 milhão. Apesar deste número, após muita matança em busca do precioso marfim, os elefantes africanos têm a sua população sobre estado de alerta de extinção

A poluição liberada nos oceanos atinge números gravíssimos, sendo depositados 8 milhões de toneladas de plásticos nos oceanos todos os anos e grande parte desse plástico, acaba contaminando os seres vivos que vivem em mares e oceanos. A Organização das Nações Unidas (ONU), estima que até o ano de 2050 essa contaminação terá atingido seu pico máximo, matando muitas espécies de animais marinhos e contaminando praticamente todas as aves marinhas do planeta.

As matas e florestas do planeta já foram exploradas pelo ser humano, mesmo que algumas delas ainda permaneçam preservadas, no ritmo de destruição em que se encontra as atividades humanas, a chance de espécies que sobrevivem nestas florestas sobreviverem a ação do homem é de menos de 50% no próximo século, afirma o estudo.