Pesquisadores descobriram uma pegada que pode mudar o que conhecemos sobre a origem da humanidade

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Uma incrível descoberta pode alterar a compreensão da origem da humanidade. Até agora o consenso era que a origem da espécie humana estava na África e que os antepassados começaram a emigrar pelo mundo há 4 milhões de anos, inclusive no continente europeu. No entanto, foi encontrada uma pegada estimada aproximadamente 5,7 milhões de anos atrás, na Grécia, especificamente na ilha de Creta.

“Esta descoberta desafia a narrativa estabelecida da evolução humana e provavelmente gerará muitos debates”, falou um dos cientistas responsáveis, o docente Per Ahlberg, que trabalha na Universidade de Uppsala, na Suécia. No entanto, ressaltou: “A questão de saber se a comunidade de pesquisa de origens humana aceita as pegadas fósseis como prova conclusiva da presença de hominins no Mioceno de Creta permanece sob análise”.

A descoberta cientifica foi realizada por Gerard Gierliński, do Instituto Polonês de Pesquisa em Varsóvia, que se uniu a outros profissionais para analisar o achado. O instituto Polonês esta a mais de 2,5 mil quilômetros de Chade.

O grupo do Gerard notou que era possível reconhecer dois tipos diferentes de pegadas. Os dois supostamente provenientes por alguma espécie que caminhou com duas pernas. Em uma analise minuciosa, eles descobriram detalhes incríveis. Eles podem afirmar que o dono da pegada não tinha garras, era bípede e possuía dedos internos que se projetavam mais longe que os exteriores.

Quando a pegada foi produzida, a ilha de Creta ainda não tinha se separado do continente grego, e o deserto do Saara ainda não era um deserto. O ambiente era do tipo savana proveniente do norte da África.

História da linhagem humana

O consenso da comunidade cientifica sobre a origem do homem na África se consolidou assim que pesquisadores localizaram restos de antepassados humanos, por volta do século XX. As analises seguintes concluíram que eles ficaram isolados na África por milhões de anos antes de começarem a migrar para Europa e a Ásia.

Contudo, não existem registros históricos que revelem com exatidão o padrão migratório dos primeiros seres humanos. Uma das formas que os cientistas usam é analisar o DNA de pessoais que possivelmente podem ser descendentes desses primeiro imigrantes e dessa entender os processos migratórios.