Pesquisadores descobrem que as abelhas podem ser ensinadas a usar alguns equipamentos

macacos, algumas aves e também  as lontras,  que são tão sagazes que possuem a sua própria bolsa natural e carregam nela, uma pedra para conseguir descolar as conchas de moluscos. Mas existem outras espécies que também podem assimilar alguns belos artifícios para facilitar o seu dia a dia.

Em um laboratório britânico, uma encantadora abelha aprendeu como empurrar uma bola de gude, levando ela até um buraco. Quando acabava essa atividade, um equipamento criado pelos pesquisadores disponibilizava um grão de açúcar para ela. Quando ela percebeu esse estímulo, ela ensinou as outras abelhas a empurrarem as suas bolinhas de gude para o buraco, para serem todas premiadas com açúcar no final da tarefa realizada.

Os pesquisadores fizeram testes para assegurar que essas ações das abelhas não eram somente imitações. Eles simularam dois casos, sendo que no primeiro eles colocaram várias bolas de gude em volta do buraco, e as mais próximas eles colaram no piso. No segundo caso, eles não colaram as mais próximas e as abelhas poderiam empurrar as bolas mais fáceis. As abelhas preferiram empurrar as bolas mais próximas, mas acabaram rolando as mais distantes quando não tinham mais opções.

Os cientistas também fizeram outro teste, em que as bolas que anteriormente eram amarelas, foram mudadas por outras pretas. Essa troca não fez diferença para as abelhas, entendendo que essas bolas também precisavam ser levadas aos buracos. O estudo ainda concluiu que as abelhas não imitaram a conduta da abelha pioneira, já que as outras melhoraram a eficiência da primeira, fazendo um trajeto menor para levar as bolas até o buraco.

A primeira abelha foi ensinada a levar as bolas de gude até o buraco pelos pesquisadores, através de uma abelha falsa, que eles prenderam em um palito. Nas outras etapas desses testes, não houveram sugestões externas e foram feitas somente análises das atitudes das outras abelhas, que já sabiam o que teriam que fazer. Esse estudo comprova que de acordo com a tensão do ambiente, as espécies teoricamente mais comuns conseguem desenvolver hábitos mais relevantes de maneira mais simples.