Pele de tilápia para o tratamento de queimaduras é uma nova técnica de médicos brasileiros

Um novo método usado no tratamento de queimaduras está sendo muito usado na região Nordeste. O procedimento desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal do Ceará ainda está em fase de testes em alguns pacientes, porém com resultados otimistas, já que o tratamento além de ter um custo menor, causa menos dores aos pacientes.

A técnica usada é colocar sobre a pele com queimaduras graves a pele da tilápia, já que o material de origem do peixe mantém a umidade das feridas e tem a capacidade de transmitir colágeno que estimula a cicatrização. Além de todos os benefícios da técnica a substância possui resistência a doenças com um nível compatível com a pele humana.

Antes era usada a pele de porco congelada e tecido humano para esse tratamento, porém a falta desses subsídios nos hospitais públicos a opção era o uso de bandagem de gazes, que tinha que ser trocada com frequência causando dor ao paciente.

O tratamento com a pele de tilápia consiste em colocá-la na dele e só depois envolver com a bandagem e não é necessário o uso de nenhum creme e a quantidade de analgésicos diminui, sendo a cicatrização mais acelerada. Em 10 dias já é possível a retirada da bandagem com a pele do peixe que seca e descola da queimadura podendo ser retirada facilmente.

Foram realizados testes e o material foi esterilizado antes de ser usado em 56 pacientes tratados com o método, para que o odor de peixe e a contaminação por qualquer vírus sejam evitados.

Os profissionais da UFC ao receber as substâncias eles embalaram e refrigeraram as peles que ficaram armazenadas no laboratório da instituição e possuem validade de até 2 anos.

A iniciativa da pesquisa teve origem de uma descoberta de que 99% da pele deste peixe é descartada. Nem todos os pacientes com queimaduras podem ser tratados com essa técnica pois existem critérios de idade e estágio dos queimados.

O método chega a ser 75% mais barato do que o tratamento a base de cremes. Apesar do material ainda não ser comercializado, os pesquisadores dizem que essa técnica estará acessível financeiramente.

Ainda é necessário encontrar um laboratório que produza o material que para ser comercializado deve ter registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária.