Obesidade nos EUA acaba de alcançar um novo recorde

Os índices de obesidade nos Estados Unidos atingiram mais um recorde, alcançando o patamar de 39% da população adulta do país, de acordo com um relatório divulgado pelo governo recentemente.

Essas informações causaram preocupação entre os especialistas, tendo em vista que a obesidade está diretamente relacionada a uma série de doenças, incluindo condições cardiovasculares, a diabetes e determinados tipos de câncer.

Desde o ano de 1999, a taxa de obesidade entre os adultos nos Estados Unidos está aumentando progressivamente. Nesse período, o índice estava em cerca de 30,5%, e agora já se aproxima de 40%. Já entre as crianças e os jovens americanos, considerando-se a população que tem entre 2 e 19 anos, 18,5% são obesos, enquanto em 1999, essa taxa de obesidade era de aproximadamente 13,9%.

Segundo o estudo, que foi elaborado pelo Centro Nacional de Estatísticas de Saúde dos Estados Unidos a partir de uma mostra bem representativa da população, entre os anos de 1999-2000 e 2015-2016, é possível identificar  uma tendência de crescimento da obesidade no país,  tanto entre indivíduos na fase adulta, como também entre os mais jovens.

Por outro lado, a única boa notícia é que entre os anos de 2013-2014 e 2015-2016, o aumento dos índices de obesidade não foram significativos, segundo a instituição, o que pode significar que as taxas estariam finalmente se estabilizando e deixando de crescer a cada ano.

De acordo com o relatório do biênio anterior, em 2013-2014 as taxas de obesidade entre os indivíduos na fase adulta era de 37,7%. Portanto, a diferença em relação ao relatório atual não é significativa no viés estatístico, tendo em vista que foi uma diferença inferior ao que é apontado pela margem de erro.

Para os adultos, caracteriza-se como obesidade aqueles que possuem um Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou maior a 30 (kg/m2).

Constantemente, os Estados Unidos são listados entre os países com o maior índice de pessoas obesas do mundo, o que representa um problema sério em termos de saúde pública. Além dos Estados Unidos, outros países como China, México, Venezuela, Brasil e Rússia também sofrem com essa questão.