O maior programa de reflorestamento na Amazônia repõe apenas 5% do que foi desmatado

Nas últimas décadas, uma área enorme da Amazônia foi desmatada e chega, segundo especialistas, a cerca de quatro milhões de hectares. Esse tamanho equivale ao território suíço e toda essa destruição é difícil de ser contornada ou reduzida. Mas existe um projeto arrojado que tem como objetivo reduzir e frear o desmatamento na região da Amazônia.

Esse  projeto começou na abertura do Rock in Rio,  e deseja reflorestar 30 mil hectares com o plantio de mais de 73 milhões de árvores até 2023, sendo que a intensão é aumentar essas atividades a cada ano.

Mas na prática essas atividades significam reflorestar em torno de apenas 4% do que foi destruído, entre os meses de agosto de 2016 a julho de 2017, o que representa mais de seiscentos mil hectares ou 0,75% do total desmatado nas últimas décadas.

Segundo Antonio Donato Nobre, pesquisador do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), a atitude de criar um projeto desse tipo sempre é notável, mas a questão do desmatamento vai precisar de muitos eventos como esse para começar a resolver esse grave problema.

O método de semeadura que será usado nesse programa é conhecido pelo nome de “muvuca”, sendo que são plantadas sementes variadas e elas são espalhadas pelo solo, na tentativa de ficar o mais parecido possível ao modo como a natureza se apresenta, em regiões de matas e florestas.

Esse tipo de plantio é bem mais barato do que o método utilizado mais frequentemente, que é aquele feito com mudas.

Quando as áreas são maiores, o replantio é feito na maioria das vezes com o auxílio de máquinas, e em áreas menores ele é feito de maneira manual.

Através desse método as diferentes espécies vão atuando no ecossistema, ajudando no enriquecimento da terra e fazendo com que aumente a diversidade, além de facilitar a atuação dos agentes que espalham as sementes, como insetos, pássaros, mamíferos e répteis.

Depois de três anos, é possível notar a diferença na natureza, depois que as sementes crescem e começam a parecer com uma floresta novamente. Depois de dez anos, já haverá a possibilidade de descobrir qual espécie de árvore é a que mais se propagou em cada região.