Marca de aparelhos italiana levará nome de Steve Jobs

Ninguém poderia imaginar que a Apple poderia perder o nome que contribuía para o marketing da empresa: Steve Jobs. Sim, isso mesmo, se a Apple quiser usar o nome de seu fundador deverá ter os direitos do nome que não pertence a empresa.

Quem teve a ideia de criar uma marca com o nome Steve Jobs, foram os irmãos Giacomo e Vincenzo. Quem tomou a decisão a favor dos irmãos foi o European Union Intellectual Property Office (EUIPO), que é responsável por definir os direitos de propriedade intelectual da União Europeia. Na disputa contra a multinacional Apple, os irmãos italianos conseguiram sair vitoriosos.

O início de tudo se deu em 2012, quando os irmãos tiveram uma ideia que nem mesmo a própria Apple tinha tido, registrar a marca Steve Jobs. Então a vontade de homenagear um dos maiores expoentes da comunicação e da informática veio quando eles perceberam que o nome ainda não estava registrado.

Conforme foi relatado para a BBC, depois de registrar o nome, não demorou muito para que os audaciosos irmãos recebessem diversos documentos. Entre eles havia uma pasta que ameaçava o pedido de indenização de US$ 1 bilhão pelos danos.

Para quem está fora do ramo US$ 1 bilhão pode parecer uma valor estratosférico, mas para quem vai comercializar a marca com um dispositivo com o sistema operacional Android e com o nome Steve Jobs, os danos podem não parecer tão graves quanto imaginado.

O lançamento para os novos dispositivos está previsto em 2018 sem nenhuma barreira ou entrave judicial. O processo teve a sua conclusão em 28 de fevereiro e dá todo o direito da comercialização de produtos que levem o nome do fundador da Apple.

A relação entre a marca Apple e o nome de Steve Jobs tiveram uma descrição detalhada nos documentos que foram enviados aos empresários, o foco da empresa criadora dos iPhones era ressaltar o logotipo da empresa.

Quando viu que tinha perdido a causa, a Apple não recorreu, depois disso os irmãos passaram expandir as certificações da marca pelo mundo, principalmente Rússia e China. Empresas concorrentes já entraram em contato com os irmãos para produzirem linhas específicas do smartphone.