Luciana Lóssio – um dos mais importantes nomes femininos da política brasileira

Instituída como presidente da Associação de Magistradas Eleitorais Ibero-Americanas de 2016, a juíza é conhecida por, frequentemente, estar na liderança de movimentos que lutam pelo empoderamento feminino na política brasileira.

 

A ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a juíza e advogada Luciana Lóssio, é um dos importantes nomes femininos dentro da política brasileira. Ela é conhecida por lutar, frequentemente, pelo empoderamento da mulher no cenário político do país. Tanto que, ano passado, foi instituída como presidente da Associação de Magistradas Eleitorais Ibero-Americanas.

A entidade em questão é uma organização que foi criada logo depois da “VII Reunião Ibero-Americana de Magistradas Eleitorais: Igualdade de Género e Democracia”, que aconteceu em Brasília, nos dias 17 e 18 de março de 2016. A ideia que vem sendo praticada há cerca de quase um ano, é que as magistradas possam, através desse canal, defender, assistir e proteger os direitos femininos na política e colocar em prática o que é decidido nas reuniões das meritíssimas que acontecem todos os anos.

“A Reunião de Magistradas sempre existiu e já estamos na sétima edição, mas não havia algo de concreto que desse amparo aos encontros. Então, nós entendemos que era necessário a criação de uma instituição para que possamos desenvolver com mais base legal os eventos e essas políticas de afirmação feminina.”, explicou Luciana Lóssio na ocasião.

Na presidência da instituição estará sempre uma integrante natural do país anfitrião do encontro de cada ano. A ministra do TSE comandará a organização até a próxima edição do evento que deve acontecer este ano, no Uruguai, quando, então, outra juíza ocupará o cargo.

Dedicar-se a trabalhar, através de ações afirmativas, em prol da igualdade e representatividade da mulher na política, bem como, combater os atos que violassem ou comprometessem, de maneira negativa, a participação feminina no poder foi a missão da Associação estabelecida para 2016.

 

Questões de igualdade de gênero no país

 

Em declarações publicadas ano passado, Luciana Lóssio salientou ser vergonhoso que dos 27 estados brasileiros, incluindo o Distrito Federal, apenas Roraima fosse governada por uma mulher – um reflexo do desequilíbrio no que se refere à comparação da presença de homens e mulheres no cenário político brasileiro. Para a advogada Luciana Lóssio, as instituições precisam ficar atentas quanto às questões de igualdade de gênero nos países.

“O país que sedia a Reunião de Magistradas é escolhido de acordo com a necessidade daquela região em relação a participação das mulheres na política. Existe uma preocupação a respeito de qual país está precisando de uma ‘força’ internacional, qual país precisa dos holofotes desse encontro para chamar a atenção para o tema. O Brasil foi escolhido, justamente, pela deficiência que ainda vive quando se trata de mulheres na política”, explica Luciana Lóssio.

Um estudo relacionado à representação das mulheres nos parlamentos mundiais, realizado pela organização internacional dos parlamentos dos Estados soberanos, a União Interparlamentar (UIP – ou IPU, em inglês), mostrou que, em termos gerais, a situação brasileira é ainda mais preocupante: dos 145 países analisados pela UIP, o Brasil ocupa a 115ª posição do ranking, perdendo, até mesmo para países que, abertamente, limitam a liberdade feminina, como é o caso da Arábia Saudita, Emirados Árabes, Iraque e Síria.