Espanha proíbe o corte do rabo dos cachorros por estética

Cachorro com o rabo ou com as orelhas cortadas são cada vez mais comuns em todo o mundo. A prática que visa o corte dessas áreas dos animais de estimação, nada mais é do que um conceito estético que a sociedade criou para causar sofrimento nos pobres bichinhos. No entanto, nem todo mundo é a favor dessa crueldade sem tamanho, como é o caso do Congresso dos Deputados da Espanha, que decidiu colocar um basta nessa prática medieval criando leis de proteção aos animais que proibi qualquer pessoa de cortar o rabo, a ponta das orelhas, e até mesmo a extirpação das unhas dos gatos por motivos estéticos.

Para isso o Congresso dos Deputados da Espanha aprovou finalmente o Convênio Europeu de Proteção Animal que existe desde o ano de 1987. A criação desse convênio já visava a proteção dos animais como um todo para diversas práticas que não faziam o menor sentido na vida do animal. O ato de cortar o rabo do cachorro, que é feito muitas vezes quando ele ainda é recém-nascido, pois é mais fácil de cortar, não apresenta nenhuma característica que irá contribuir para a vida dele, muito pelo contrário, causa enorme sofrimento ao animal podendo deixar sequelas na região, como dores ao toque. O corte das pontas das orelhas é mais comum nos cachorros da raça pitbull, que fez muita gente acreditar que eles tem as orelhas pontudas por natureza, quando na verdade essa estética que dá uma expressão de cachorro bravo ao animal foi feito cruelmente pelo homem.

Uma outra prática bastante comum de crueldade em função da estética, é a extirpação das unhas do gato, que visa arrancar a unha toda do animal, causando uma enorme dor ao felino e prejudicando o animal para o resto da vida. Um gato sem unhas não consegue arranhar os móveis ou os donos, mas também não consegue caçar, escalar, agarrar, coisas que são extremamente habituais dos gatos e fazem parte da sua natureza.

A aprovação dos deputados levou 30 anos para tornar-se definitiva na Espanha. Dentre essas proibições aprovadas no Convênio Europeu de Proteção Animal, ainda foram aprovadas leis que fiscalizam e limitam o uso excessivo dos animais na publicidade, que muitas vezes acaba sendo prejudicial aos animais, como foi o caso da onça que foi usada para a publicidade e foi cruelmente assassinada no Brasil. As amputações só serão feitas por profissionais veterinários e se houver alguma razão para isso, como uma doença que implique em uma amputação.

Os deputados tinham anteriormente estabelecido uma cláusula sobre a amputação do rabo dos cachorros, que permitia o corte para os animais de raça. Felizmente alguns grupos de apoio aos animais interviram e convenceram as autoridades espanholas a exterminarem a prática independente da raça do animal.