Boletim do IPEA revela maior desemprego entre jovens, noticia Marcio Alaor do BMG

De acordo com a 62ª edição do Boletim Mercado de Trabalho, exposto no último dia 05 de maio pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), os habitantes da região Nordeste, as pessoas que concluíram apenas o ensino fundamental e os jovens foram os mais atingidos com a perda de empregos em 2016, reporta o executivo do Banco BMG, Marcio Alaor.

Segundo o levantamento, os percentuais das taxas de desemprego contabilizadas trimestralmente, para jovens com idade entre 14 e 24 anos, cresceram de 20%, no ano de 2015, para 27,2% no ano passado. Os adultos, com faixa etária compreendida entre 25 e 59 anos, bem como os maiores de 60 anos, também registraram aumento nas taxas trimestrais de desemprego durante o ano de 2016. A parcela compreendida na faixa etária adulta fechou o último trimestre no ano passado com 9,1%, variação de positiva de 2,2 pontos. A população mais idosa também registrou aumento, alcançando 3,4%, acréscimo de 1,1% em comparação com 2016.

Na análise por região, o Nordeste foi quem obteve os maiores percentuais de desemprego: 14,4% no último trimestre de 2016, cita Marcio Alaor, do Banco BMG. Quando o parâmetro de investigação é a escolaridade, quem registra os percentuais mais significativos de aumento no desemprego são os estudantes que não conseguiram concluir o ensino médio. De forma efetiva, foi registrado 4,7% de aumento nos últimos três meses de 2016, chegando a 16,9%. Em 2015, havia sido registrado 12,2% de desemprego nesta categoria.

O número de trabalhadores autônomos cresceu 1,25% na comparação entre 2015 e 2016. Os funcionários públicos estatutários e os militares sofreram variação positiva de 0,65% no mesmo período. Todos os outros grupos assinalaram decréscimo nos níveis de ocupação durante o período investigado, noticia Marcio Alaor, do Banco BMG.

Panorama atual

Conforme o boletim, o “cenário de queda no nível de atividade, em 2016, liderou o comportamento do mercado de trabalho, que teve piora nos indicadores de ocupação e desemprego”. Ainda segundo o documento, o trabalho informal demonstrou pontos de evolução, o que representa um suspiro nos indicadores que apresentam taxas e indicadores deteriorados.

O levantamento, executado a partir de informações obtidas Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), auxilia na avaliação do comportamento do mercado de trabalho nacional, levando em consideração o desempenho dos anos anteriores. Também são ponderados dados do Ministério do Trabalho, mais especificamente do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), indica Marcio Alaor, do Banco BMG.

Rendimento do trabalhador

Em 2016 foi registrado um valor médio de R$ 1.978, quando o assunto é o rendimento do trabalhador brasileiro. Em comparação com 2015, houve redução de 2,5 pontos percentuais. Os homens registraram decréscimo de 3,3%, enquanto as mulheres assinalaram queda de apenas 1% no período entre 2015 e 2016. Em relação a informalidade, o documento revelou taxas semelhantes no mesmo período, entretanto, sem perspectivas de mudanças para este ano, conclui o vice-presidente do Banco BMG, Marcio Alaor.