Bitcoin precisa de alta energia para mineração

O bitcoin é uma moeda que está ganhando cada vez mais espaço nas notícias por que atingiu uma valorização recorde. Para que essa moeda continue se valorizando e gerando lucro para os investidores, pessoas de diferentes países se unem para fazer parte da mineração do bitcoin. Em troca, conseguem uma fração da moeda que progressivamente vai se tornando mais escassa.

Pessoas que possuem um perfil arriscado de investidor podem se interessar pela moeda. Os altos ganhos podem ser obtidos em questão de horas, no entanto, a instabilidade da moeda é frequente podendo acontecer em horas, por isso é necessário estar bem atento para as oscilações enquanto o dinheiro estiver investido.

Quem quiser ter um bitcoin sem necessariamente comprar a moeda, pode se tornar um minerador. Não é tão fácil obter a moeda pela mineração. De acordo com um recente levantamento divulgado pelo Digiconomist, é necessário atualmente uma energia que supera o consumo de 159 países do mundo. Os mineradores de bitcoins estariam ocupando a 61° posição, caso fosse um país que estivesse na lista de consumo de energia do mundo.

Por hora a mineração do bitcoin gasta um equivalente 28,05 Tw (Terawatet), correspondente a 29 bilhões de kWh (quilowatt-hora), o que seria 0,13% do consumo mundial de eletricidade.

Baseado em sequências específicas de números, o bitcoin é um arquivo que precisa ter a sua criptografia quebrada para gerar as desejadas moedas virtuais, a conhecida mineração.

Para a mineração é necessário computadores potentes que suportam o processamento da quebra da criptografia, isso contribui para o crescimento da moeda virtual.

Alguns hackers que querem levar vantagem na mineração infectaram computadores ao redor do mundo para burlar essa tarefa. De acordo com a Kaspersky, dados de setembro de 2017, mostram que 1,6 milhão de computadores foram atingidos para minerar as criptomoedas ocultamente, ou seja, o usuário vítima do malware não tem consciência de que seu computador está sendo usado para essa função, pois apenas o processamento se torna mais lento.

No ano passado, o número chegou a 1,8 milhão. Todos os anos existe um recorde de infectados, por isso é necessário cautela no momento de baixar arquivos e clicar em links suspeitos.