A partir do dia 16 de janeiro, estudantes poderão fazer a renovação dos contratos do Fies

Conforme informações do Ministério da Educação (MEC), a partir do dia 16 de janeiro estará aberta a renovação dos contratos dos estudantes que fazem parte do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), programa do governo federal. Os aditamentos são feitos por meio da internet, através do Sistema Informatizado do Fies (SisFies). Mas atenção, a renovação somente é valida para os contratos que foram formalizados até o último dia 31 de dezembro. Já as novas inscrições estão previstas para serem realizadas no mês de fevereiro.

 

Como funciona

Os contratos do Financiamento Estudantil precisam ser renovados uma vez por semestre. As faculdades, no entanto, precisam fazer o pedido de aditamento inicial. Após isso, os estudantes devem validar as informações inseridas pelas instituições de ensino superior no SisFies.

Desde a segunda-feira, 9 de janeiro, as faculdades já estão aptas a cadastrar os dados dos estudantes beneficiados pelo Fies. O prazo para a conclusão dessa etapa estende-se até o dia 30 de abril. Depois disso, é de responsabilidade dos beneficiários entrar no sistema para confirmar os dados.

Contudo, é preciso ficar atento para o caso de aditamentos não simplificados, ou seja, quando existem alterações nas cláusulas dos contratos, como por exemplo, a mudança de fiador. Nessas ocasiões, o beneficiário do programa precisa levar a documentação comprobatória até o agente financeiro para a renovação ser finalizada. Quando se trata de aditamentos simplificados, a renovação é formalizada apenas com a validação do estudante no próprio sistema.

 

Fies

O Fundo de Financiamento Estudantil é um programa do Governo Federal desenvolvido para que quem cursa uma faculdade em uma instituição privada e quer efetuar um financiamento. A universidade em questão, porém, para ter o empréstimo liberado, deve ter avaliação positiva no MEC.

O grande ponto positivo do Fies são os juros menores – com uma taxa de 6,5% ao ano – e a boa forma de pagamento, que só é feito após a formatura. Durante o período em que os estudantes estão cursando só é necessário pagar o valor equivalente aos juros incidentes, que chega ao número máximo de R$150,00 a cada três meses.

A fase de carência a que o beneficiário tem direito corresponde a um período de 18 meses pós término de curso, em que o estudante seguirá com a obrigação de pagar apenas os juros incidentes. Após esse prazo, é preciso comparecer à agência bancaria optada no momento do contrato e escolher a forma pela qual a dívida será paga – ela pode ser dividida em até três vezes o tempo de curso.

Já no final de 2016, o Ministério da Educação divulgou as regras para a seleção do Fundo de Financiamento Estudantil do primeiro semestre de 2017. Dia seis de janeiro foi o limite de prazo para a inscrição das faculdades interessadas em participar do programa.

Já os estudantes interessados precisam ter realizado a prova do Enem a partir da edição de 2010 e ter conseguido uma nota mínima de 450 pontos, além de não ter zerado a prova de redação. O limite de renda familiar para estar apto a participar do Fundo de Financiamento é de três salários mínimos.