Após 1 ano da regulamentação da Uber, motoristas reclamam da grande concorrência

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Já faz 1 ano que a cidade de São Paulo regulamentou os aplicativos que ligam motoristas a passageiros. A quantidade de carros fazendo o serviço que antes era exclusivo para taxistas subiu para 50 mil, e os profissionais afirmam que atualmente precisam trabalhar 50% a mais, para conseguir o mesmo retorno que tinham no inicio.

A roupagem do segmento mudou totalmente. A proposta inicial era trazer um serviço mais luxuoso, em carros confortáveis que ofereciam regalias como, agua e bala. Um algo a mais que não era encontrado nos taxis tradicionais. Com o surgimento de outras modalidades, praticamente qualquer pessoa com um carro e um smartphone consegue ganhar dinheiro dirigindo.

A Uber foi à precursora, porem São Paulo já conta com seis empresas credenciadas. Algumas delas que antes eram exclusivas para taxistas, se renderam a modalidade, como o EasyTaxi, que está popularizando o serviço EasyGo.

Rendimentos menores

Unindo a desconcentração gerada com a quantidade de empresas no mercado, e a quantidade exponencial de pessoas desempregadas, encontrando nessa modalidade uma forma de conseguir uma renda, os ganhos diminuíram muito. Alguns motoristas chegam a fazer jornadas de 24 horas em alguns dias da semana.

Segundo relatos de motoristas, era possível realizar até 50 atendimentos em um dia, atualmente nem 15 corridas são garantidas. Em média era possível alcançar uma renda de R$200 reais em menos de 6 horas trabalhadas, atualmente para conseguir esse montante, o motorista deve enfrentar 18 horas dirigindo.

Regulamentação

A chegada desse serviço foi muito turbulenta, recheada de brigas e revoltas de taxistas. No dia 10 de maio de 2016, o prefeito de São Paulo, Fernanda Haddad, editou normas que obrigavam as empresas a se credenciar, e pagar um imposto de R$0,10 por km rodado. Até o primeiro trimestre de 2017, a prefeitura já tinha arrecadado 47,5 milhões com os aplicativos.

Em outubro de 2016 a prefeitura tentou aumentar essa tarifa para R$ 0,40 por km, com um sistema progressivo de cobrança. A taxação ficou suspensa pela justiça de outubro a dezembro de 2016, a prefeitura disse que retornou a cobrança em março desse ano.

No dia 05/05/2017, a prefeitura emitiu mais normas com mudanças na regulamentação. Ela suavizou a cobrança das taxas, e permitiu uma entrada maior de motoristas. Antes os aplicativos estavam limitados ao equivalente de 5 mil taxistas, para evitar a concorrência predatória. Esse número aumentou para 10 mil.

Após a regulamentação, os motoristas alegaram que a relação com taxistas melhorou, não existe mais a perseguição ostensiva de violenta de antes, porem eles ressaltam que ainda existe hostilidade quando vão apanhar passageiro próximo a algum ponto de taxis.

As cooperativas de táxi informaram que perderam 50% do seu lucro e que tiveram que realizar concessões, como não cobrar a tradicional bandeira 2 e a taxa de 50% de corridas para outros municípios.